O
fornecimento de energia e água foi interrompido em partes de Kiev,
capital da Ucrâna, após um grande ataque aéreo da Rússia nesta
segunda-feira (26), disse o prefeito de Vitali Klitschko, no aplicativo
de mensagens Telegram.
A maior produtora privada de energia da Ucrânia, a DTEK, disse que estava introduzindo cortes de energia de emergência após os ataques.
O som de explosões foi
ouvido no centro de Kiev na manhã desta segunda-feira, durante o horário
de pico, enquanto os militares ucranianos alertavam sobre o ataque
russo com mísseis e drones, após ondas de ataques com drones nas
primeiras horas.
A
força aérea disse aos ucranianos que a Rússia tinha 11 bombardeiros
estratégicos TU-95 no ar e confirmou o lançamento de vários mísseis.
Fora da capital ucraniana, repórteres da Reuters ouviram o som de
defesas aéreas atacando alvos.
Autoridades
locais relataram explosões na cidade de Lutsk, no noroeste do país, e
disseram que um bloco de apartamentos foi danificado e que estavam
verificando possíveis vítimas.
O Comando Operacional das Forças Armadas polonesas disse no dia X que aeronaves polonesas e aliadas foram ativadas depois que a Rússia lançou o ataque que também teve como alvo regiões no oeste da Ucrânia e perto da fronteira polonesa.
Os
ucranianos estão esperando um grande ataque de mísseis russos há algum
tempo. A embaixada dos EUA emitiu um alerta na semana passada sobre um
risco elevado de ataque em torno do Dia da Independência da Ucrânia, que
a Ucrânia comemorou no sábado.
A
própria Ucrânia intensificou seus ataques com drones de longo alcance
contra a Rússia para tentar revidar contra Moscou, que lançou uma
invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.
“O
desejo de destruir nossa energia custará caro aos russos: sua
infraestrutura”, disse Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente
Volodymyr Zelenskiy, no Telegram, aparentemente prometendo retaliação.
Até
10 drones foram destruídos ao se aproximarem da cidade na região ao
redor de Kiev por volta das 02h30 (horário local), disse Serhiy Popko,
chefe da administração militar de Kiev, no aplicativo de mensagens
Telegram.
Não houve nenhum comentário imediato da Rússia.